Bonda de saudades.
No falar do Nordeste Transmontano, bonda quer dizer «chega», «basta», «é suficiente». É a forma curta de abonda, do verbo abondar, que vem do latim abundare, «haver em abundância». Diz-se assim, direto e sem cerimónias: «Bonda!», «já bonda de conversa», «isso bonda».
Foi daí que veio o nome. Bonda de ficar em casa. Bonda de ir para fora sem voltar. Bonda de ver a terra só no verão.
O Bonda nasceu da saudade, essa que toda a gente de cá conhece. Enquanto não se volta, conta-se a terra: a quem cá vive, a quem está fora e a quem ainda não a conhece.
O que vais encontrar aqui
- Lugares: aldeias, Montesinho, miradouros e os caminhos que só se conhecem a pé.
- Comida e tradições: fumeiro, castanha, matança, caretos, festas de verão e de inverno.
- Pessoas: quem nunca saiu, quem voltou e quem escolheu vir.
- Agenda: o que fazer em Bragança esta semana.
- Viver em Bragança: guias práticos para estudantes, para quem regressa e para quem trabalha à distância.
- Palavras transmontanas: bonda, cibo, escano, borralho, souto, lameiro, carambelo. Antes que se percam.
E depois?
Primeiro as histórias. Depois os encontros: os primeiros já em agosto e no Natal de 2027, quando a terra se enche outra vez. E um dia, se houver gente para isso, um espaço físico em Bragança.
Lá fora faz frio. Cá dentro há calor e gente. Bonda! Bamos?
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Para quem está em Paris, em Genebra, no Porto ou a duas ruas daqui: uma vez por mês, a terra vai ter contigo.
Uma carta por mês, com cheiro a fumeiro
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